Neo-Romântica
Devaneios de alguém que acredita que gente tem que ter gente dentro.


Sexta-feira, Outubro 12, 2007  

E então que hoje entro aqui e me disponho a escrever.

Sobre a vida, como sempre, mas sobretudo, das músicas. Que me têm alimentado quase tanto quanto os livros. Ou mais, nesse meu momento ansioso.
E das horas. Que têm sido demoradas... sempre uma possibilidade de melhora que me assusta e me mantém alerta e me faz querer sempre viver o próximo segundo, o próximo dia, a próxima semana. Ao mesmo tempo, a espera pelo dia que virá, e que causa não só alimento para os sonhos, mas também toda a parte ruim da espera e da esperança adiada.

Mas, enfim, eu tentei entrar aqui. Para postar. Eu estava inspirada, eu juro.

Só que, eis que faço o login e descubro que perdi o acesso porque não postava há mais de 90 dias. E sim, eu não postava a mais de 90 dias, muito mais até.

E daí, diante da possibilidade de ter perdido o acesso ao Neo-Romântica, uma parte de mim “tão-eu”, foi que percebi o meu apego. Mesmo que fosse para não mais escrever aqui, mesmo que fosse para deletar o blog, mesmo que fosse para ter o controle sobre a lembrança desses mais de quatro anos...

Tantas coisas envolvidas. Tantos momentos da minha vida, talvez os mais importantes estejam aqui registrados (nem todos, confesso), tantas pessoas.

Doeu. A possibilidade de perder a Neo, que sou eu, eu sou isso que escrevi aqui desde 2003. A possibilidade de perder o controle, de ter que admitir que perdi o meu histórico, assim, sem choro nem vela nem fita amarela. Sem a decisão de.

Mas eis que, depois do momento de paúra, eu me lembrei: havia um erro na hora do login. E consegui, consegui, consegui o acesso. Perdi a inspiração. Mas me valeu de aviso, me valeu de puxão-de-orelha, me valeu de o-que-quer-que-seja.

Percebi que não me interessa o que eu tenha a dizer. Interessa que eu quero dizer.
E mais, que eu quero a Neo viva.
Eu quero, porque ela sou eu, e porque eu sou ela, e porque eu quero resgatar o meu prazer de escrever. Assim, escrever-sem-eira-nem-beira.
Escrever, para me fazer viva.
Para me sentir viva.


posted by Neo | 00:51
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Carrego em mim toda uma imensidão de sentimentos.Sou amante de literatura, música, teatro, cinema...enfim, de todas as manifestações artísticas. escreva! Sinta-se em casa: neoromantica@gmail.com

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