Neo-Romântica
Devaneios de alguém que acredita que gente tem que ter gente dentro.


Domingo, Novembro 05, 2006  


Existiu no mundo uma cachorrinha única.


Que prestava atenção em você e te amava de um jeito tão lindo que nem sei.
Ela sabia quem você é, ela sabia o que você é, ela sabia quem você gostaria de ser. Ela compreendia o seu olhar, ela conhecia os movimentos do seu corpo, ela via o que você sente. Porque ela te olhava lá dentro - sim, ela era a dona do olhar mais poético e meigo que eu já vi. E por isso, mas não só, ela transformava até seus desejos mais amargos em carinho profundo.
Ela era um catalisador de sentimentos bons.
O amor em seu estado bruto.

Sem dúvida, a melhor pessoa que eu conheci.

E eu estive muito triste, porque ela foi embora num dia cinza de primavera.
Pensei que o mundo seria muito mais feio e um tanto menos alegre sem a presença dela. Mas, agora, passados uns dias, percebo que não: o mundo é o mesmo, e eu me sinto feliz simplesmente por ela ter existido na minha vida.
Saudade e até uma certa dor por não ter mais por perto aqueles olhos cheio de bondade e beleza, sim, eu vou sentir sempre; essas coisas nunca passam.
Mas ela fez o mundo tão melhor enquanto viva, que ele só pode continuar sendo bom - exatamente porque ela existiu.

posted by Neo | 17:57
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Carrego em mim toda uma imensidão de sentimentos.Sou amante de literatura, música, teatro, cinema...enfim, de todas as manifestações artísticas. escreva! Sinta-se em casa: neoromantica@gmail.com

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